A rede Solana enfrentou, ao longo da última semana, um dos maiores ataques DDoS já registrados na história da internet. Segundo dados divulgados pelo perfil SolanaFloor, especializado em acompanhar métricas e eventos do ecossistema, o volume do ataque chegou próximo de 6 terabits por segundo, número que coloca o episódio como o quarto maior já documentado em sistemas distribuídos no mundo.
Mesmo diante dessa pressão extrema, a Solana seguiu operando sem impactos relevantes para usuários e aplicações. As confirmações de transações permaneceram abaixo de um segundo e a latência dos blocos seguiu estável, um resultado que chamou a atenção de desenvolvedores, investidores e analistas do setor cripto.

O que é um ataque DDoS
Ataques DDoS, sigla para Distributed Denial of Service, funcionam como um engarrafamento digital. Milhões de solicitações falsas são disparadas ao mesmo tempo contra um sistema, com o objetivo de sobrecarregar servidores e impedir o funcionamento normal da rede.
Em blockchains, esse tipo de ataque costuma levantar dúvidas importantes. A principal delas é se a infraestrutura consegue lidar com picos extremos de tráfego sem comprometer transações, contratos inteligentes e aplicações descentralizadas. Em outras palavras, é um teste real de estresse, muitas vezes mais severo do que qualquer simulação em laboratório.
Um ataque que entrou para a história da internet
O ataque à Solana se aproxima de eventos históricos envolvendo gigantes da tecnologia. No ranking dos maiores ataques DDoS já registrados aparecem episódios que atingiram serviços da Google Cloud, Cloudflare, Microsoft Azure, AWS e GitHub, alguns com volumes acima de 30 Tbps.
Com quase 6 Tbps, o ataque sofrido pela Solana supera incidentes que, no passado, chegaram a derrubar serviços globais por horas. O fato de uma blockchain pública aparecer nesse ranking ilustra como redes cripto passaram a ser alvos de ataques no mesmo nível de grandes infraestruturas corporativas.
Por que a Solana não saiu do ar
De acordo com os dados divulgados, o ataque não causou degradação perceptível na rede. Isso indica que mecanismos de filtragem, balanceamento de tráfego e arquitetura distribuída conseguiram absorver a carga sem comprometer a produção de blocos.
Na prática, é como se uma rodovia muito movimentada tivesse faixas extras prontas para serem abertas em um horário de pico extremo. A estrutura aguenta o fluxo, mesmo quando ele foge completamente do padrão.
Esse desempenho reforça um argumento frequentemente usado pela comunidade da Solana, o de que a rede foi projetada para operar em alta escala, com foco em velocidade e volume de transações.
Sui também foi alvo e sentiu os efeitos
O episódio não ficou restrito à Solana. A imagem também menciona que a rede Sui sofreu um ataque DDoS recentemente, com impactos mais visíveis. Houve atrasos na produção de blocos e períodos de desempenho degradado, o que afetou temporariamente o funcionamento da blockchain.
A comparação entre os dois casos ajuda a ilustrar um ponto central do debate atual no setor. Segurança e escalabilidade não são conceitos abstratos, eles se manifestam de forma concreta quando a rede é colocada sob pressão real.