Cinco dicas para investir no mercado criptoativos em 2026

Especialista da Altside reforça como tokenização, stablecoins e adoção institucional moldam oportunidades e riscos para investidores.

O mercado global de criptoativos encerra 2025 em um patamar mais robusto e integrado às finanças tradicionais. A capitalização total do setor superou US$ 4 trilhões, segundo dados consolidados de plataformas como CoinMarketCap e CoinGecko. No mesmo período, os ativos do mundo real tokenizados movimentaram dezenas de bilhões de dólares, de acordo com a RWA.xyz, refletindo o avanço da adoção institucional, o aumento no número de carteiras ativas e o fortalecimento de estruturas financeiras baseadas em blockchain.

Esse crescimento ocorre em um contexto de maior sofisticação do mercado. As stablecoins, moedas digitais lastreadas em ativos tradicionais como o dólar, ganharam espaço como instrumento de liquidez e proteção contra volatilidade. Já os real-world assets, conhecidos como RWAs, representam a digitalização em blockchain de ativos como títulos financeiros, imóveis, crédito privado, ações e commodities, ampliando o acesso e a eficiência dessas operações.

Para Felipe Mendes, CEO da Altside, o investidor precisa parar de tentar adivinhar qual será a próxima moeda vencedora. “O jogo em 2026 não é sobre seleção de tokens, mas sobre Eficiência de Capital. Estatisticamente, nenhuma carteira de altcoins supera o Bitcoin no longo prazo. Por isso, nossa estratégia não é ‘escolher ativos’, mas usar a infraestrutura DeFi para fazer o patrimônio ocioso gerar renda. Tratamos o Bitcoin como reserva e as redes como ferramentas para rentabilizar o que antes ficaria parado”, afirma.

Diante desse ambiente de maior adoção e complexidade, o especialista reúne cinco dicas para quem deseja se posicionar de forma mais consciente no próximo ano.

1. Priorize ativos do mundo real tokenizados

Os real-world assets permitem que ativos tradicionais passem a ser representados digitalmente em blockchain, com possibilidade de fracionamento, mais transparência e maior liquidez. Esse modelo amplia o acesso a produtos que antes estavam concentrados em grandes instituições.

Na avaliação de Mendes, “a tokenização já deixou de ser um experimento tecnológico. Ela permite que investidores tenham acesso a ativos antes restritos a grandes instituições, com mais transparência, fracionamento e eficiência operacional”.

2. Use stablecoins como instrumento de equilíbrio

As stablecoins funcionam como uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema cripto. Em 2025, o valor de mercado global dessas moedas ultrapassou US$ 296 bilhões, segundo dados da DeFiLlama, plataforma que acompanha a liquidez e protocolos financeiros em blockchain.

“Na prática, as stablecoins permitem que o investidor mantenha recursos no ecossistema cripto com menor exposição à volatilidade. Elas facilitam pagamentos internacionais, movimentações rápidas e o aproveitamento de oportunidades em momentos de correção de preços”, explica o CEO.

3. Foque na eficiência de capital

O DeFi é uma infraestrutura superior ao sistema financeiro tradicional porque elimina intermediários e permite que o capital ocioso gere renda. Em vez de apenas carregar ativos na carteira, o investidor agora utiliza redes como Ethereum e Solana para rentabilizar recursos que antes ficariam parados ou seriam mal aproveitados.

“O jogo mudou: a prioridade não é mais escolher a próxima altcoin da moda, mas sim maximizar a produtividade do patrimônio. O investidor inteligente mantém o Bitcoin como sua reserva e usa as aplicações descentralizadas para gerar retorno sem precisar vender suas posições principais”, avalia Felipe Mendes.

4. Defina regras para atravessar ciclos de volatilidade

O mercado cripto é marcado por ciclos, causado principalmente por eventos macroeconômicos e de liquidez. Práticas como o dollar-cost averaging, método que consiste em aplicar valores fixos de forma regular independentemente do preço do ativo, ajudam a reduzir o impacto das oscilações. Outras alternativas incluem pools de liquidez, que reúnem recursos para facilitar negociações, e o uso de opções financeiras como forma de proteção patrimonial.

Ao comentar esse cenário, o especialista destaca que “historicamente, o mercado cripto segue ciclos associados ao Bitcoin, que estão diretamente correlacionados a eventos macroeconômicos. 

5. Monitore riscos e sinais reais de adoção

Mudanças regulatórias, cenário macroeconômico e comportamento emocional dos investidores seguem como fatores relevantes de risco. Além disso, acompanhar métricas on-chain, que são dados públicos registrados diretamente na blockchain, como volume de transações, endereços ativos e movimentações de grandes carteiras, ajuda a avaliar o nível real de adoção do mercado.

“Esses indicadores mostram o que está acontecendo de fato na rede, além do preço. Investidores que acompanham a evolução da adoção e mantêm uma visão de longo prazo tendem a tomar decisões mais consistentes”, aponta.

Ao projetar 2026, o CEO da Altside destaca que o mercado está mais estruturado, mas ainda exige cautela. “O ambiente em 2026 será mais profissional, porém desafiador. Uma consultoria especializada ajuda a alinhar o perfil do investidor, definir caminhos personalizados e estruturar operações mais eficientes, reduzindo riscos e evitando erros comuns”, conclui Felipe Mendes, CEO da Altside.

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