A regulação de criptoativos entrou em uma nova fase no Brasil. O tema passou a influenciar decisões de mercado, investimentos e estratégias institucionais. É nesse cenário que São Paulo recebe, entre os dias 17 e 19 de março de 2026, o MERGE São Paulo. A conferência internacional reunirá reguladores, autoridades monetárias, bancos e empresas de Web3. O foco será discutir os impactos práticos do novo marco regulatório sobre stablecoins, infraestrutura blockchain e a integração com o sistema financeiro tradicional.
O evento acontece em um momento decisivo para o setor. Com regras mais claras em vigor, o debate avança. A discussão deixa o campo conceitual e passa a tratar da aplicação prática da regulação no dia a dia do mercado.
Regulação deixa o papel e entra na prática
Nos últimos anos, o debate regulatório amadureceu. A principal questão já não é mais se o mercado será regulado. A pergunta agora é como essas regras funcionam na prática. Empresas, investidores e usuários sentem esse impacto diretamente.
O MERGE São Paulo surge para aprofundar esse estágio da discussão. A proposta é conectar normas e diretrizes a casos reais. A programação aborda temas como tokenização, pagamentos digitais e infraestrutura financeira. Também discute a integração entre blockchain e instituições tradicionais.
Diálogo entre setor público, bancos e Web3
Um dos diferenciais do evento é a presença institucional. Estão confirmados representantes de bancos e autoridades regulatórias nacionais e internacionais. Também participam empresas globais de tecnologia financeira.
A presença de instituições da América Latina, Europa e Estados Unidos amplia a troca de experiências. O evento permite comparar abordagens regulatórias. O Brasil entra nesse diálogo como um mercado em consolidação e cada vez mais observado no cenário internacional.
Stablecoins e infraestrutura no centro da agenda
A programação do MERGE São Paulo foi estruturada para aprofundar temas centrais da economia digital. Stablecoins ganham destaque pelo uso crescente em pagamentos e remessas internacionais. O debate envolve riscos, oportunidades e modelos de supervisão.
Outro eixo central é a infraestrutura blockchain. A tecnologia é apresentada como base para novos produtos financeiros. Também aparece como suporte para soluções de compliance e eficiência operacional. O foco está na aplicação prática dentro de um ambiente regulado.
Os conteúdos serão distribuídos em palcos simultâneos. O evento contará com mais de 300 palestrantes. A programação reúne diferentes perfis do mercado financeiro e do ecossistema cripto.
São Paulo como polo regional de Web3
A abertura oficial acontece no dia 17 de março, no Theatro Municipal de São Paulo. O encontro institucional é voltado a convidados. A programação reúne autoridades, executivos C-level e representantes do setor público e privado.
Nos dias 18 e 19 de março, o evento segue no World Trade Center São Paulo. A agenda inclui painéis, encontros institucionais e atividades de networking. A expectativa é receber milhares de participantes ao longo dos dois dias.
Após edições realizadas na Europa e na América Latina, São Paulo assume o papel de novo hub regional do MERGE. A escolha reforça o posicionamento do Brasil no debate global sobre Web3, blockchain e criptoativos.